Prefácio
Ainda me lembro de quando Chad Sanderson começou a escrever sobre contratos de dados, numa época em que o conceito era novidade e o mundo dos dados ainda estava tentando entender ideias como “shift left” e qualidade de dados.
Naquela época, eu também era amigo de Mark Freeman, um engenheiro de dados brilhante e promissor que também era mentor em tempo parcial. Quando Chad e Mark se tornaram amigos, eu sabia que algo incrível ia acontecer.
Quando soube que Chad e Mark estavam escrevendo um livro sobre contratos de dados, fiquei curioso e um pouco invejoso. Curioso, porque o tema está bem no centro de tudo com que lidamos diariamente como profissionais de dados, ou seja, confiança, comunicação e responsabilidade. Invejoso, porque sabia que eles iriam expressar o que muitos de nós sentimos há anos, mas temos dificuldade em colocar em palavras: que os maiores desafios em relação aos dados não são puramente técnicos, mas principalmente humanos.
Por muito tempo, tratamos a qualidade dos dados como um problema a ser resolvido pela “equipe de dados”. As equipes de dados criaram sistemas de monitoramento, painéis de observabilidade e soluções inteligentes que nos ajudam a reagir mais rapidamente quando algo dá errado. A dívida de dados continua se acumulando. No entanto, como este livro demonstra, nada disso resolve o problema subjacente. Em sua essência, a qualidade dos dados depende da eficácia com que as pessoas se comunicam entre as equipes. Nós, nerds, esquecemos isso. Essa ...
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