Prefácio
Quando escrevi O Caminho do Gestor em 2016, tinha muitos objetivos. Queria partilhar as lições que tinha aprendido ao crescer como gestor. Queria mostrar àqueles que estavam interessados em tornar-se gestores como seria o trabalho. E queria forçar um reconhecimento em toda a indústria de que precisávamos de esperar mais dos nossos gestores e que os gestores que estávamos atualmente a promover muitas vezes não tinham o foco equilibrado certo de pessoas, processos, produtos e competências técnicas para fazer bem o trabalho. Resumindo, queria corrigir o que eu via como uma falha cultural na tecnologia: não só levar a gestão a sério como uma função crítica, mas também desencorajá-la de ser o caminho padrão para engenheiros ambiciosos que querem crescer nas suas carreiras.
Diria que fui parcialmente bem sucedido. Sempre que alguém me diz que leu o meu livro e decidiu não se tornar um gestor, faço uma pequena dança da vitória. Nessa perspetiva, pelo menos algumas pessoas leram o meu livro e perceberam que esse caminho não é para elas. Infelizmente, o caminho alternativo de crescimento de carreira para o colaborador individual, o caminho de engenharia staff+, não tem tido um guia semelhante. Esta falta levou a que muitos optassem por seguir o caminho da gestão, apesar de saberem que preferiam não ter a responsabilidade por grupos cada vez maiores de pessoas, porque não conseguem ver outro caminho a seguir. Isto é uma grande frustração tanto para os engenheiros como para os gestores: ...
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